
Os indícios de pagamentos a um grupo investigado por coagir jornalistas, concorrentes empresariais e ex-funcionários estão entre os fundamentos usados pelo ministro Edson Fachin para manter Fabiano Zettel preso no caso Master. Assinada na quinta-feira (5) e divulgada pelo STF na sexta (6), a decisão também rejeita a prisão domiciliar pedida pela defesa do cunhado de Daniel Vorcaro.
Pagamentos ao grupo “A Turma”
Na decisão da Petição 15.556, Fachin aponta indícios de que Zettel operava pagamentos ao grupo conhecido como “A Turma”. O documento descreve transferências, preparação de contratos para justificar repasses e contato direto com Vorcaro, de quem o investigado receberia instruções financeiras.
O ministro cita a investigação que atribui ao grupo atos de coação e intimidação. Ao acolher o parecer contrário à soltura apresentado pela Procuradoria-Geral da República, considerou que a liberdade de Zettel poderia prejudicar a coleta de provas e permitir a continuidade das práticas investigadas.
A defesa pediu prisão em casa
Os advogados solicitaram a revisão da prisão e sua substituição por medidas menos restritivas. Para a alternativa de prisão domiciliar humanitária, apresentaram questões familiares.
