
Lula afirmou na sexta-feira (6) que a população mais pobre não arcará com o custo de um ajuste das contas públicas. Na reunião do Conselho Nacional de Política Energética, em Brasília, o presidente respondeu às cobranças do mercado financeiro por cortes e defendeu a responsabilidade social junto do equilíbrio fiscal. A declaração foi registrada pela Itatiaia e pela Reuters.
O que está em estudo
A equipe econômica ainda prepara propostas. Segundo reportagem da Exame, entre as alternativas examinadas estão o combate aos supersalários no serviço público, a revisão de isenções de Imposto de Renda em títulos de investimento e mudanças na Previdência dos militares. São possibilidades em discussão, não decisões anunciadas.
Lula reuniu ministros e economistas na quinta-feira (5). A reportagem aponta que as definições devem ficar para depois da viagem presidencial à Turquia e às Filipinas, com novos anúncios esperados no fim de novembro.
Superávit previsto para 2027
Ao defender sua gestão, Lula mencionou o envio de um Orçamento com saldo positivo. O projeto para 2027, apresentado em agosto, prevê superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões, conforme o Ministério do Planejamento. Esse cálculo compara receitas e despesas antes dos juros da dívida. É uma previsão para o próximo ano, ainda submetida ao Congresso.
