
A Meta retirou do calendário a entrada em vigor das novas condições comerciais que ampliariam a cópia automática de conteúdo de sites ligados a contas empresariais. A companhia norte-americana, dona de Facebook e Instagram, confirmou a suspensão à Reuters na sexta-feira (6). As regras eram esperadas para 20 de novembro; os termos atuais continuam valendo.
Acesso à plataforma em troca de conteúdo
A proposta permitiria usar programas para acessar, copiar, armazenar e analisar material publicado fora das redes da Meta. Para veículos de comunicação, isso colocava reportagens, fotografias e vídeos no alcance da empresa, vinculando a permanência nas plataformas à aceitação das condições.
O Nieman Lab, que revelou a proposta em outubro, informou na quinta-feira (5) que a página de prévia havia sido retirada. A empresa disse ao veículo que manteria consultas com os setores envolvidos, sem anunciar outra data. A pausa abrange também termos de catálogos, anúncios e ferramentas de inteligência artificial para criar publicidade.
A liminar brasileira
No Brasil, o juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível de São Paulo, já havia suspendido parte das condições em 3 de novembro. Segundo a Associação Nacional de Jornais, a decisão atende a uma ação conjunta com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e a Associação Nacional de Editores de Revistas.
