
Uma articulação de 25 organizações de comunicação de periferias, favelas, quilombos e territórios indígenas quer participar das decisões sobre como enfrentar a desinformação no Brasil. Em posicionamento publicado na sexta-feira (6), a Coalizão de Mídias Periférica, Favelada, Quilombola e Indígena cobra financiamento contínuo e reconhecimento do conhecimento produzido nas comunidades.
Quem informa também quer decidir
O documento, divulgado pela Periferia em Movimento, apresenta três reivindicações: participação na formulação da estratégia nacional, recursos públicos e filantrópicos descentralizados e autonomia para produzir conhecimento. A coalizão rejeita ser tratada apenas como público de pesquisas e campanhas.
Seu argumento parte de um trabalho anterior às plataformas digitais. Rádios comunitárias, jornais de bairro e cursinhos populares já formavam leitores críticos e denunciavam o racismo. Hoje, essa experiência alcança também a identificação de golpes no WhatsApp e o uso de informações públicas na defesa dos territórios.
Formação para ler e produzir informação
Educação midiática significa aprender a avaliar informações, reconhecer manipulações e produzir conteúdo com responsabilidade. É o tema da semana nacional organizada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, que vai de 4 a 10 de novembro.
