
Assentamentos, acampamentos, escolas e cooperativas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra foram chamados a organizar ações contra as violências de 20 a 29 de novembro. A convocação, publicada pelo MST neste sábado (7), propõe identificar situações nos territórios e construir caminhos de escuta, acolhimento e proteção para quem sofre violência.
Escuta e proteção no cotidiano
O mutirão abre a campanha permanente “MST Contra as Violências”. A proposta inclui conversas, formação e organização das mulheres, com participação de diferentes gerações. O objetivo declarado é levar a prevenção para os espaços onde as famílias vivem, estudam e trabalham.
Assinam o chamado Juliana Silva de Vargas, Danieria Silva e Hanyelle Ohane, integrantes da Executiva Nacional do Setor de Gênero do movimento. As três são assentadas da reforma agrária, no Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Pernambuco, respectivamente.
Homens também são convocados
As autoras cobram dos homens mudanças nas práticas e nas relações dentro da própria organização. O texto inclui a responsabilização de agressores e o combate à omissão entre as tarefas do MST.
