
O atacante Richarlison pediu publicamente à Polícia Federal que investigue a disputa por uma mansão em Ilha Comprida, em Angra dos Reis, e cobrou explicações de Flávio Bolsonaro. Em vídeo publicado em seu Instagram no sábado, 17 de outubro, o jogador do Tottenham atribuiu ao senador e ao advogado Willer Tomaz participação na perda da posse do imóvel, no qual afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões.
Flávio, adversário de Lula no segundo turno, nega vínculo com o imóvel e não era parte na ação de posse. A propriedade está sob posse da WT Administração de Imóveis, de Tomaz, após uma disputa judicial. A cobrança do jogador recoloca o caso no debate público uma semana antes da votação de 25 de outubro.
Jogador relata investimento e pede investigação
Segundo Richarlison, a negociação ocorreu entre 2020 e 2021, em parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco, seu ex-empresário. No vídeo, reproduzido pelo SBT News, o atleta relata que recusou uma proposta de venda envolvendo Flávio e que, depois, perdeu a posse durante o conflito judicial.
O jogador afirma não ter recebido de volta o dinheiro investido e questiona a rapidez de uma medida que favoreceu a parte ligada a Tomaz. A acusação é de Richarlison. A posse foi discutida na Justiça do Rio e em recursos ao Superior Tribunal de Justiça; o apelo feito agora à PF pede que sejam examinadas as circunstâncias do caso.
Natural de Nova Venécia, no Espírito Santo, o atacante também pediu que os capixabas cobrem explicações do candidato. A Gazeta registra que ele pretende doar parte do dinheiro a um hospital de sua cidade natal, caso consiga recuperar o valor. O objetivo declarado é obter ressarcimento, sem exigir necessariamente a devolução do imóvel.

