
Lula venceu Flávio Bolsonaro neste domingo (25) e conquistou o quarto mandato presidencial. A Reuters confirmou a vitória com base na autoridade eleitoral brasileira. O resultado encerrou uma campanha marcada pela mobilização popular, por ataques políticos e pela disputa sobre as condições de acesso às urnas.
Lula vence num dia de disputa pelo direito de votar
O novo mandato mantém o governo nas mãos da coalizão liderada pelo PT e derrota a tentativa da família Bolsonaro de voltar ao Planalto. A eleição preserva espaço para a defesa da renda, dos serviços públicos e dos direitos sociais, que continuará a depender das escolhas do governo e da disputa no Congresso.
Pela manhã, depois de votar em São Bernardo do Campo, Lula agradeceu a mobilização popular e defendeu o respeito ao resultado, segundo a Reuters. O reconhecimento aos apoiadores veio no município em que sua trajetória sindical ganhou projeção, ligando a votação à organização dos trabalhadores do ABC.
O acesso de indígenas e quilombolas às seções começou o dia sob uma regra revista pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. A reconsideração permitiu aos juízes autorizar conjuntos de viagens da frota federal. Paulo Gonet havia advertido que a exigência de aprovar cada deslocamento separadamente poderia impedir milhares de votos. A autorização judicial continuou obrigatória, mas a revisão retirou uma etapa que o procurador-geral considerava inviável no prazo disponível.
Em Salvador, o TRE-BA determinou a prisão em flagrante do secretário de Mobilidade, Pablo Souza, e a recomposição integral da frota de ônibus. A ordem, noticiada pelo Bahia Notícias e pelo UOL, veio após fiscalização sobre veículos retidos nas garagens. A prefeitura de Bruno Reis, apoiador de Flávio, administrava o serviço do qual dependiam eleitores para chegar às urnas.
A coligação de Lula levou ao STF a denúncia de frota insuficiente em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Cristiano Zanin prorrogou a votação até 19h, mas depois esclareceu que a extensão valia apenas onde as urnas ainda estavam abertas. O TSE transmitiu essa orientação aos tribunais regionais. O TRE-RS explicou que uma urna encerrada, com boletim emitido, não podia reiniciar a votação. O tempo adicional, portanto, não devolveu a oportunidade de votar em seções já fechadas.
