
O Tribunal Superior Eleitoral manteve, por unanimidade, a retirada de publicações que associavam Flávio Bolsonaro (PL) à Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. O julgamento de terça-feira, 20 de outubro, confirmou a liminar da ministra Estela Aranha e atinge conteúdos divulgados por dirigentes e perfis de esquerda na reta final do segundo turno.
Gleisi, Boulos e perfis de apoiadores são alvos
Segundo o comunicado oficial do TSE, divulgado às 21h56, o Diretório Nacional do PL apresentou a representação contra Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Guilherme Boulos e Rogério Correia. Também foram acionados os responsáveis por “PT na Câmara”, “Lula conta comigo”, “Brasil pra Frente”, “Anti Bolsonaro Real” e “Lázaro Rosa”, além de Aurilene Monteiro, conhecida como “Gata Canhota”.
A liminar fixou prazo de 24 horas para remoção e proibiu republicar o material ou conteúdo substancialmente idêntico. O referendo mantém essa restrição. O relato oficial trata de publicações específicas e não anuncia suspensão integral desses perfis.
Estela Aranha apontou falta de base para a associação
A relatora entendeu que os posts atribuíram ao candidato vínculos com organizações criminosas sem respaldo factual mínimo. A defesa de Flávio sustenta que ele não é investigado, citado ou mencionado naquela operação. Esse é o fundamento apresentado no caso, registrado sob o número 0600539-97.2026.6.00.0000.
