
A PUC-Rio abriu investigação interna sobre palavras racistas de um aluno contra a memória de Marielle Franco. A Reitoria e a Coordenação Central de Integridade confirmaram a medida em comunicado de sexta-feira (30), após denúncias recebidas pelos canais da universidade onde a vereadora se formou.
Luyara denuncia ofensas e cobra providências
Segundo a Agência Brasil, Luyara Franco relatou comentários racistas em um grupo de WhatsApp com integrantes da PUC-Rio. A filha da vereadora disse que uma pessoa usou um insulto racial e questionou como Marielle teria pagado a faculdade. Na publicação compartilhada com o Instituto Marielle Franco, cobrou respeito, apuração e posicionamento da instituição.
O comunicado universitário identifica o autor como aluno e informa que a investigação corre no Programa de Integridade. O nome e uma eventual sanção não foram divulgados. A universidade assumiu o compromisso de adotar medidas administrativas e legais e de preservar a memória da ex-aluna.
Uma trajetória construída desde a Maré
A suspeita lançada sobre o acesso de Marielle à faculdade atinge uma história documentada. A Revista Apartes, da Câmara Municipal de São Paulo, registra sua passagem pelo pré-vestibular comunitário do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré e o ingresso na PUC-Rio, em 2002, com bolsa integral em Ciências Sociais.
